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Associação
Recreativa do Carrascal
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Descamizada
As descamisadas eram, em tempos idos, um momento muito ansiado. Depois de uma safra árdua de Verão, o milho era recolhido e colocado na eira, pronto a ser descamisado (separação da folha e da espiga). A população juntava-se e a festa estava garantida, com a música e muita alegria sempre presentes.
A alegria era ainda maior quando alguém descobria uma espiga de milho preta. O sortudo tinha a oportunidade de escolher alguém, do sexo oposto, para lhe dar um valente beijo. Um motivo para manifestar o carinho que se sentia por essa pessoa e por vezes para desvendar um amor escondido e surgir um bonito romance …
A espiga ficava depois a secar mais uns dias na eira e os camisos eram aproveitados para encher colchões ou almofadas. Serviam também para dar de comer aos animais.
Como o calor era forte, as desencamisadas eram feitas ao final da tarde ou depois do jantar.
No Carrascal a tradição foi relembrada em casa do Sr. Carlos Tavares, num final de tarde de Agosto. Numa eira improvisada para o efeito, juntaram-se várias pessoas da aldeia, entre elas diversos emigrantes, num espírito de entreajuda e de comunidade. Os novos tomaram contacto e aprenderam o sentido desta tradição e os mais velhos relembraram tempos idos. A espiga preta fez várias aparições, os abraços e beijos foram mais do que muitos e no final a melancia escondida debaixo do monte de milho fez as delícias de todos num lanche oferecido pelos donos da casa.
Uma excelente ideia do Sr. Carlos que na ocasião deixou outras dicas para serem realizadas no sentido de continuar a reviver tradições agrícolas de outros tempos. |
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